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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
A Bibilioteca Nacional de Brasília
A Bibilioteca Nacional de Brasília foi aberta ao público em 12 de dezembro de 2008 e conta com um acervo de cerca de 100.00 exemplares (ainda nem tudo catalogado), fica junto ao Eixo Monumental e faz parte do Complexo Cultural da República. Durante algum tempo, foi conhecida como "a biblioteca sem livros", pois a construção permaneceu por algum tempo sem acervo e fechado à visitação. Hoje localiza-se em seu 4° andar o Espaço do Pesquisador, com acervo cedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e IBICT. O edifício monumental faz parte do conjunto projetado por Oscar Niemeyer, que é composto pela Biblioteca e pelo Museu Nacional Honestino Guimarães.
O prédio abriga espaços para estudos individuais ou em grupos, hall de exposições, espaço infantil e acesso gratuito a internet, entre outros. O acesso a internet é feito no espaço clic, salão com cerca de 50 computadores onde o estudante pode navegar livremente pela internet. No último dia 04/09 estive lá para estudar enquanto aguardava meu filho que participava de uma gincana no Colégio Objetivo. Era minha primeira visita à Biblioteca Nacional e estava acompanhado de minha esposa, Andréia. A primeira vista o local impressiona pela magnetude, mas o primeiro choque veio logo ao sair do saguão de entrada e entrar no Espaço Clic, primeiro salão à esquerda, todas as pedras do piso encontravam-se soltas, como pode ser observado na foto abaixo.
Para um prédio recém-inaugurado, foi surpreendente a constatação do péssimo acabamento do piso, além de desconfortável o risco de se sofrer um acidente é enorme. Algumas das placas chegam a ficar cerca de 2 cm em desnível com as demais, e ao se pisar nelas se deslocam, ou sejam ou você corre o risco de tropeçar em uma ponta levantada ou de se desequilibrar com o constante sobe e desce das pedras de granito, reiterando ainda que isso se aplica a todas as pedras do piso do salão.
Passado o susto procuramos um lugar para sentar e estudar. Foi difícil se concentrar em algo com o barulho dos passos dos frequentadores, por mais cuidadosos que fossem. Além disso o lugar não dispõe sequer de ventilação, quanto mais de ar condicionado, o que torna o ambiente extremamente sufocante. Não tivemos sequer ânimo para conhecer as demais áreas, ao cabo de cerca de duas, sofríveis, horas de estudo decidimos por abandonar o local.
A proposta de um espaço público como o idealizado é excelente, mas nos causa repulsa o mau uso do dinheiro público em uma obra tão importante. O piso, de granito negro soberbo, foi mau cortado e mau colocado, sujeitando os usuários da biblioteca a risco de acidentes graves, e o responsável por eles será o GDF, que administra o local e que foi o responsável pela obra. O calor no local também é de deixar qualquer um abismado, não é possível que não se tenha concebido que em uma cidade como Brasília, famosa pelo calor e falta de umidade, a necessidade de ventilação e refrigeração, ainda mais de um ambiente cheio de computadores.
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Ildenicio Vieira dos Reis
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Em defesa de Brasília II
A cada quatro anos há (ou deveria haver) uma renovação de uma ínfima parcela dos moradores da capital. Ínfima, aliás chega a ser eufemismo, pois em universo de mais de 2,6 milhões de habitantes essa parcela mal alcança a expressiva marca de 0,0003 %.
Certas figuras, nem sempre bem quistas, mas que por aqui aportam despachadas pelos seus correligionários e eleitores que voluntariamente os enviam para exílios de quatro ou oito anos no quase árido Planalto Central, fazem da cidade um misto de circo sem lona e palco de horrores.
Não culpem Brasília se toda a vez que aparecemos no noticiário é para mostrar algum escândalo na Praça dos Três Poderes, afinal só colocamos lá 08 deputados e 03 senadores, 1,56% e 3,70% do total de respeitáveis cidadãos que o País indica para o Legislativo, além disso somos apenas 1,35% do total de eleitores Brasileiros, percentual insignificante para influenciar a corrida presidencial.
Muitas vezes presenciei ataques à cidade e generalizações contra o DF. É só eu abrir a boca para dizer que sou de Brasília e aparece algum engraçadinho para falar que o "povo" de Brasília é isso ou aquilo, que aqui só tem marajá ou ladrão. Sempre defendi e defenderei que aqui também tem muita gente trabalhadora, (modéstia à parte, sou um desses), muitos dos quais sobrevivem com um minguado salário mínimo e que se a política brasileira é corrupta, inepta e vergonhosa, todo o país tem sua parcela de culpa, proporcional à população.
Se alguém quiser se livrar de algum político de sua terra, por favor, mandem-no para qualquer lugar, menos para Brasília.
Certas figuras, nem sempre bem quistas, mas que por aqui aportam despachadas pelos seus correligionários e eleitores que voluntariamente os enviam para exílios de quatro ou oito anos no quase árido Planalto Central, fazem da cidade um misto de circo sem lona e palco de horrores.
Não culpem Brasília se toda a vez que aparecemos no noticiário é para mostrar algum escândalo na Praça dos Três Poderes, afinal só colocamos lá 08 deputados e 03 senadores, 1,56% e 3,70% do total de respeitáveis cidadãos que o País indica para o Legislativo, além disso somos apenas 1,35% do total de eleitores Brasileiros, percentual insignificante para influenciar a corrida presidencial.
Muitas vezes presenciei ataques à cidade e generalizações contra o DF. É só eu abrir a boca para dizer que sou de Brasília e aparece algum engraçadinho para falar que o "povo" de Brasília é isso ou aquilo, que aqui só tem marajá ou ladrão. Sempre defendi e defenderei que aqui também tem muita gente trabalhadora, (modéstia à parte, sou um desses), muitos dos quais sobrevivem com um minguado salário mínimo e que se a política brasileira é corrupta, inepta e vergonhosa, todo o país tem sua parcela de culpa, proporcional à população.
Se alguém quiser se livrar de algum político de sua terra, por favor, mandem-no para qualquer lugar, menos para Brasília.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Em defesa de Brasília I
Os ecologicamente e os politicamente corretos que me perdoem pelo uso indevido da palavra, mas a fauna humana de Brasília não poderia ser mais diversificada. Aqui encontramos espécimes de não apenas todo o Brasil, mas de todo o mundo também. A mistura de sotaques, culturas e origens lhe cai com uma luva, afinal a Capital do País precisa representar todo o povo Brasileiro, e isso não se aplica apenas ao plano político, por isso digo que Brasília tem a maior biodiversidade humana do país.
Uma das peculariedades de Brasília é o fato de não possuir exatamente uma cultura própria. A cultura candanga é na verdade o conjunto de todas as influências recebidas em seus 50 anos. Isso reflete não apenas o movimento migratório iniciado com a construção de Brasília, mas principalmente o caldeirão cultural formado por aqueles que aqui se estabeleceram definitivamente somados aos que estão só de passagem, seja por alguns dias ou alguns meses e até mesmo uns poucos anos.
A transferência da Capital do país para o Planalto Central obrigou, como não poderia deixar de ser, todas as representações diplomáticas a se mudarem para cá, além é claro de escritórios de organismos multinacionais. Junto aos imigrantes nordestinos, aos caboclos, gaúchos, mineiros e cariocas foram incorporadas em Brasília um sem número de outras influências dos quatro cantos do mundo. Só que a mistura dessa variedade tão grande de origens não resultou em uma sopa homogênea e pasteurizada. O resultado foi um quebra-cabeças que ainda precisa ser montado, mas isso não significa que Brasília e os Brasilienses não tenham identidade, significa tão somente que damos valor ao passado que trazemos em nosso sangue e que temos orgulho de sermos a cara do Brasil. A cultura brasiliense emerge desse mar de influências a cada dia.
O Brasiliense, contudo, é mais que a simples soma das infinitas variações regionais que o Brasil apresenta. Aqui se come pão de queijo no café da manhã, não dispensa o arroz com feijão, janta um sushi (para manter a forma), na sexta tem feijoada e no final de semana churrasco. Em festa que se preze o Rock é indispensável, mas todo mundo cai na dança ao tocar um forró e os apaixonados curtem sua dor de cotovelo ao som de duplas sertanejas goianas.
O Brasil está aqui, todas as cores e sabores. No Cruzeiro se cultiva a mais fina tradição do Samba, em Planaltina a festa do Divino. Se tem jogo do Flamengo o estádio lota, se for do Inter, do Cruzeiro, do São Paulo ou ainda dos rivais também. Ao final do Brasileirão tem sempre um monte de candango com a bandeira na mão gritando "é campeão". Essa miscigenação, em grau menor reflexo daquela ocorrida quando da formação do próprio País, já rendeu muitos frutos, mas que ainda estão amadurecendo. A primeira geração de brasilienses nativos ainda sofre em grande medida os impactos dessas muilticuturalidade, ainda tem muita informação para absorver e processar. Essa dinâmica ainda levará tempo para ser digerida. E quando houver finalmente chegado o tempo da degustação desse vinho, será então a hora de se reiventar novamente.
Uma das peculariedades de Brasília é o fato de não possuir exatamente uma cultura própria. A cultura candanga é na verdade o conjunto de todas as influências recebidas em seus 50 anos. Isso reflete não apenas o movimento migratório iniciado com a construção de Brasília, mas principalmente o caldeirão cultural formado por aqueles que aqui se estabeleceram definitivamente somados aos que estão só de passagem, seja por alguns dias ou alguns meses e até mesmo uns poucos anos.
A transferência da Capital do país para o Planalto Central obrigou, como não poderia deixar de ser, todas as representações diplomáticas a se mudarem para cá, além é claro de escritórios de organismos multinacionais. Junto aos imigrantes nordestinos, aos caboclos, gaúchos, mineiros e cariocas foram incorporadas em Brasília um sem número de outras influências dos quatro cantos do mundo. Só que a mistura dessa variedade tão grande de origens não resultou em uma sopa homogênea e pasteurizada. O resultado foi um quebra-cabeças que ainda precisa ser montado, mas isso não significa que Brasília e os Brasilienses não tenham identidade, significa tão somente que damos valor ao passado que trazemos em nosso sangue e que temos orgulho de sermos a cara do Brasil. A cultura brasiliense emerge desse mar de influências a cada dia.
O Brasiliense, contudo, é mais que a simples soma das infinitas variações regionais que o Brasil apresenta. Aqui se come pão de queijo no café da manhã, não dispensa o arroz com feijão, janta um sushi (para manter a forma), na sexta tem feijoada e no final de semana churrasco. Em festa que se preze o Rock é indispensável, mas todo mundo cai na dança ao tocar um forró e os apaixonados curtem sua dor de cotovelo ao som de duplas sertanejas goianas.
O Brasil está aqui, todas as cores e sabores. No Cruzeiro se cultiva a mais fina tradição do Samba, em Planaltina a festa do Divino. Se tem jogo do Flamengo o estádio lota, se for do Inter, do Cruzeiro, do São Paulo ou ainda dos rivais também. Ao final do Brasileirão tem sempre um monte de candango com a bandeira na mão gritando "é campeão". Essa miscigenação, em grau menor reflexo daquela ocorrida quando da formação do próprio País, já rendeu muitos frutos, mas que ainda estão amadurecendo. A primeira geração de brasilienses nativos ainda sofre em grande medida os impactos dessas muilticuturalidade, ainda tem muita informação para absorver e processar. Essa dinâmica ainda levará tempo para ser digerida. E quando houver finalmente chegado o tempo da degustação desse vinho, será então a hora de se reiventar novamente.
sábado, 14 de agosto de 2010
Roriz vaiado no Gama (DF)
O candidado ao Governo do Distrito Federal, Joaquim Domingos Roriz, esteve agora há pouco no Gama, cidade-satélite de Brasília, para participar do evento "Deus é Gamado" promovido pela Igreja Católica local. Roriz, apesar de líder nas pesquisas, nunca conseguiu uma boa votação no Gama, reduto tradicionalmente petista.
Contrito, participou de toda a missa presidida pelo Padre Robison, pároco da Basílica de Trindade (GO), tradicional centro de romaria católica. Ao final, durante os agradecimentos, ao ter seu nome anunciado pelo Padre Robison, foi fortemente vaiado pelos fiéis que compareceram à Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Brasília Urgente
A história da política de Brasília é o próprio DNA da cidade. Nascida unicamente para ser a capital do país, para a maioria dos brasileiros Brasília é sinônimo de política, e diga-se a verdade, no Brasil política é sinônimo de tudo que não devia ser, corrupção, bandalheira, negociatas, isso apenas para usar palavras mais leves, mas a boca pequena os termos usados são bem piores. Contudo, a cidade vai muito além da Praça dos Três Poderes e da Praça do Buriti, os centros de decisão nacional e local respectivamente. Além do Plano Piloto, como é chamado o avião de Niemeyer, há outras 23 cidades-satélites, que apesar de algumas possuirem quase toda a estrutura necessárias não possuem autonomia administrativa.
Esse conjunto singular, que vive em profunda simbiose, abriga cerca de 2,5 milhões de habitantes que, ao contrário do imaginário popular, não é composto apenas de políticos, marajás e afilhados políticos, a grande maioria dos que aqui vivem não difere em nada dos demais brasileiros, trabalhadores, estudantes, donas-de-casa, desempregados ou sub-empregados, que lutam para sobreviver a cada dia com o suor de seu rosto. Nessa massa 1,5 milhões estão registrados como eleitores, que ainda patinam quando o assunto é eleger políticos assim como todos nós brasileiros que ainda votamos em figuras como Paulo Maluf, José Sarney, entre outros, aqui a nossa cruz atende pelo nome de Joaquim Roriz.
Junto com Roriz vem o seu séquito, do qual o atual Governador em interino e candidato à Governador tampão, Wilson Lima faz parte.Esse grupo, que se instalou no Governo do Distrito Federal desde o primeiro mandato de Joaquim Roriz como governador biônico, com uma breve lacuna durante o governo de Cristóvam Buarque, mantém ainda o controle sobre a Câmara Legislativa, o Tribunal de Contas e demais órgãos da administração direta e indireta do GDF. O mesmo grupo que está diretamente envolvido no caso do mensalão do DEM e em diversas outras maracutaias investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
Não se pode esperar de que saia um pano limpo de um balde cheio de água suja. A eleição indireta para o cargo de governador do Distrito Federal só irá produzir um remendo roto no aniversário de 50 anos da cidade, sorte tem JK que não está vivo para assistir algo tão patético. A despeito da importante conquista da autonomia política, somente a intervenção Federal poderá dar alguma legitimidade e isenção à política local até que venha um novo governador eleito pelo povo, seja ele quem for. Não digo isso por achar que o Presidente Lula seja alguém que possa, através desse ato, solucionar todos os nossos problemas e varrer os maus políticos do DF, mas por acreditar que a única saída a essa altura do campeonato é literalmente "dar um tiro no galinheiro" e fazer sair pela porta dos fundos, aqueles que acham que podem tripudiar por sobre o cidadão, com desculpas esfarrapadas e "meias" verdades, desculpem o trocadilho.
Eu e minha esposa somos filhos de candangos e aqui vivemos, estudamos e trabalhamos. Essa cidade, que embora não seja o Rio de Janeiro é maravilhosa, guarda em cada cantinho um pedaço diferente do Brasil. Em suas ruas planejadas passam diariamente cariocas, paulistas, gaúchos, bahianos, cearenses, mineiros, acreanos. Todo o Brasil está aqui, representado na política no Congresso Nacional, representado na sociedade em sua população multicultural. Mas a despeito disto, temos vergonha da política daqui, tanto ou mais do que o resto dos brasileiros às vezes sentem da política nacional. Apesar de tudo o meu orgulho ainda se inflama quando, em visita a outro estado, ouço dizer que em brasília "só tem ladrão". Não senhoras e senhores, não confundam nossa classe política com nossa cidade e nossos cidadãos.
O Brasil precisa recuperar seu amor próprio e seu orgulho, para isso precisa recuperar seu orgulho pela magnífica e grandiosa capital, tão nova e desconhecida. A intervenção será um passo nesse caminho, o próximo passo será lutarmos, de forma semelhante ao que foi a luta pela redemocratização, por projetos como a ficha limpa e por celeridade em processos como os da operação Satiagraha. Conclamo os Brasileiros, quem sabe faz a hora.
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